A VIDA LHE DÁ BOAS VINDAS!

JÁ DISSERAM QUE ELA É GOSTOSA!...

Thursday, November 25, 2010

MÁCULA

Você pintou um quadro tão indecente de toda a milícia

Que Rembrandt se surpreenderia

Com tamanho grau de criticismo.

Verdade ou Mentira, o Risco ventava o frio em suas narinas.

Depois vem a umidade. Após, a chuva.

Gelam a alma, sua, e você a deles.

Revanches indeléveis que pesam toneladas

Recaem sobre os seus, os meus reverberam

E aos outros consignam sequências frívolas.

Mas não matam, você não morre,

Ninguem se acidenta.

Somente a Ronda da Noite

Do outro lado, deste lado, deste mundo.

Num transe exótico, histérico, persecutório,

Vênus cortando o céu infernalíssima,

Da aurora ao crepuscollo

Precedendo o Sol, uma estrela d’alva de luz fêmea.

Os demônios não celebram,

por não serem convidados.

Realidade ou não, inexiste a concretude

E a compleição da violência grata.

A penumbra não dá conta do cenário,

do figurino e do palco.

Esses seus atores, seus personagens negam o Sol

Apesar de brindarem o brilho.

De dentro das almas deles,

Ofuscando qualquer raciocínio ilógico,

A lógica da criação da criatura

Anula qualquer oprtunidade de parar a cena.

As nossas mentiras reveladas ao meio

Dia e meio e meio noite

São a mesma coisa e não,

Ao meio dia, à noite e meia, à meia noite.

Matamo-nos notívagos um oco mais.

Quanto quente mais é pouco,

Porque nunca, assim,

Creremos poder vencer o paraíso que nos vê!

Marginalizamo-nos no normal. Vendeta inútil,

Pois contrariamo-nos nos atingindo.

Rugas mentais,

O grande rasgo e as rusgas do nosso corpo.

Incólumes ao precioso batimento cardíaco,

O bombeamento da existência.

Brinquedo de criança que mais bonito escondido

Como o doce do infante!

Mas das misturas confusas confeitadas

E do desacordo de que nunca nos livramos,

Flerta o nada com a gente,

Não fôssemos morrer nunca.

Nunca tentaremos um final de glória!

Nem um durante de pecado se abrir!

Sentir inventando sentir!

Inventando sentir inventando!

Para simplesmente conseguirmos

Viver o mínimo ridículo necessário.

Para sermos o que pensamos que somos,

O que podemos ser ou queremos ser.

Mortificamo-nos maculando o aqui;

O agora não existe e a falta de fé, com certeza,

Não trará nada do medo:

Continuaremos mortos!

Conseguiremos desfertilizar nossa unidade

E de(s)marcarmos a data do nosso nascimento.

Nem atimatéria percebermos,

menos em outra dimensão.

Seremos ou não?

Particularizamos nosso veredicto

A uma condição estranha e inimaginável,

Não e menos que nada.

Ego e comum impossíveis...

Inincalculáveis absolutamente

Deprovidos de Abstração.

Não há carbono em nossos espíritos,

Mentes o que seria nosso corpo,

Embora mortomorfa stigmata estima

Não pra nós

Paira para o ar

Nunno Dora!

Pedro Rodrigues Junior!!!