MÁCULA
Você pintou um quadro tão indecente de toda a milícia
Que Rembrandt se surpreenderia
Com tamanho grau de criticismo.
Verdade ou Mentira, o Risco ventava o frio em suas narinas.
Depois vem a umidade. Após, a chuva.
Gelam a alma, sua, e você a deles.
Revanches indeléveis que pesam toneladas
Recaem sobre os seus, os meus reverberam
E aos outros consignam sequências frívolas.
Mas não matam, você não morre,
Ninguem se acidenta.
Somente a Ronda da Noite
Do outro lado, deste lado, deste mundo.
Num transe exótico, histérico, persecutório,
Vênus cortando o céu infernalíssima,
Da aurora ao crepuscollo
Precedendo o Sol, uma estrela d’alva de luz fêmea.
Os demônios não celebram,
por não serem convidados.
Realidade ou não, inexiste a concretude
E a compleição da violência grata.
A penumbra não dá conta do cenário,
do figurino e do palco.
Esses seus atores, seus personagens negam o Sol
Apesar de brindarem o brilho.
De dentro das almas deles,
Ofuscando qualquer raciocínio ilógico,
A lógica da criação da criatura
Anula qualquer oprtunidade de parar a cena.
As nossas mentiras reveladas ao meio
Dia e meio e meio noite
São a mesma coisa e não,
Ao meio dia, à noite e meia, à meia noite.
Matamo-nos notívagos um oco mais.
Quanto quente mais é pouco,
Porque nunca, assim,
Creremos poder vencer o paraíso que nos vê!
Marginalizamo-nos no normal. Vendeta inútil,
Pois contrariamo-nos nos atingindo.
Rugas mentais,
O grande rasgo e as rusgas do nosso corpo.
Incólumes ao precioso batimento cardíaco,
O bombeamento da existência.
Brinquedo de criança que mais bonito escondido
Como o doce do infante!
Mas das misturas confusas confeitadas
E do desacordo de que nunca nos livramos,
Flerta o nada com a gente,
Não fôssemos morrer nunca.
Nunca tentaremos um final de glória!
Nem um durante de pecado se abrir!
Sentir inventando sentir!
Inventando sentir inventando!
Para simplesmente conseguirmos
Viver o mínimo ridículo necessário.
Para sermos o que pensamos que somos,
O que podemos ser ou queremos ser.
Mortificamo-nos maculando o aqui;
O agora não existe e a falta de fé, com certeza,
Não trará nada do medo:
Continuaremos mortos!
Conseguiremos desfertilizar nossa unidade
E de(s)marcarmos a data do nosso nascimento.
Nem atimatéria percebermos,
menos em outra dimensão.
Seremos ou não?
Particularizamos nosso veredicto
A uma condição estranha e inimaginável,
Não e menos que nada.
Ego e comum impossíveis...
Inincalculáveis absolutamente
Deprovidos de Abstração.
Não há carbono em nossos espíritos,
Mentes o que seria nosso corpo,
Embora mortomorfa stigmata estima
Não pra nós
Paira para o ar
Nunno Dora!
Pedro Rodrigues Junior!!!

